Sábado, 16 de Janeiro de 2010

DECRETO

Decreto que se liberte o amor.

Que seja livre e puro.

Isento de sensaboronas

mesquinhices.

Decreto aos girassóis

que espreguicem suas pétalas

só pelo prazer de as espreguiçarem!

Decreto

às rosas rubras e aos brancos cravos

que exalem seu perfume

só pelo prazer do olfacto alheio!

Decreto

aos cardos e às papoulas

que sejam livres

sonoros

só pelo prazer de inverter os tons!

Decreto

que em concreto não há decreto

só pelo prazer

de ter prazer…

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

 

 

publicado por Edite Gil às 22:15
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ALVO CISNE

A ternura do mundo afogou-se

em meninices ceifadas

por largas lâminas

requintadamente resplandecentes.

Tento conservar a pólvora seca

com paciência de caruncho…

Meus sonhos…

meus sonhos tangíveis…

És

palavras mudas num olhar explícito

carência indigna, de um beijo da alma

tal alvo cisne,

inquiridor de um pobre coração,

num sereno lago de águas tranquilas…

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

 

publicado por Edite Gil às 22:12
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

INSOSSADO

Lobrigo

um longo sortido de cores naturais,

previamente estudadas, para serem naturais.

Há mil caixas de suspiros, em alcofas acolchoadas,

ansiosa e demencial insagacidade!

Espalhafatosa e vociferante de lantejoulas,

de gravatas e de botões de punho

a voz mimosa de falsete, é feita estandarte.

Quase incontidamente me permito não ripostar.

Oh liberalismo

apregoado com ira e soberba desnudado de verdade

sob pedras pára-quedistas de traição.

Questiono os caprichosos ângulos obtusos de norte e sul…

Eu

desejo meramente depilar-me dos emplastros…

 

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

 

publicado por Edite Gil às 23:06
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FIO E CONTRA FIO

Há uns estranhos sons

uns amargos roncos

no leilão dos valores tradicionais!

No cabo e de uma haste metálica,

o florete ostenta orgulhosamente

a lâmina prismática e pontiaguda,

de fio e contra fio

 

cumpridora de seu dever.

O vento sopra com ira

e calca a pilha de versos.

Afinal

os afogados navegam sempre de boca para baixo.

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

 

publicado por Edite Gil às 23:03
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Domingo, 10 de Janeiro de 2010

CAVALO ALADO

Há galhos, como braços, em oração para o celeste

volvidos, pedindo um pouco de sol.

Oração difusa, incontida, penosa,

e o sol, é mole.

Há violetas pretas

de raízes de renda,

abertas,

fora da terra.

Há um espelho, de bruços no lago.

Há o frio da adaga no meu dorso desnudado,

na noite cor de maçã.

Há um vento lento, de saudades indefinidas.

Na montanha que rompe a floresta

há um silêncio acetinado

que fecunda a luz maga

que fermenta

as horas que vegetam na minha tarde gorda…

Eu,

de subtis núpcias do olhar

quero inflar, enfunar e navegar…

Eu

quero subir à garupa

apertar os freios

e seguir a galope

no meu cavalo de pau.

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 13:24
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SABOR…

Na manhã molhada

eu só quero

lentamente

muito devagar

encostar os lábios

roçar levemente a língua

e sorver

uma laranja estupidamente doce.

 

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

 

 

 

publicado por Edite Gil às 13:22
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NÃO SEI…

Não sei porque me detenho…

Entre sombras ocas

encontro uma sarcástica quietude…

Quero poder chorar o Outono

nos confins da planura…

Quero saciar

a água solitária que escorre nas paredes inauditas…

Nas tardes e manhãs, que num esgar se tornam anãs

oscilam clarões de promessas de virgindade…

Terão as rosas vergonha de ter espinhos?

 

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 13:20
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Sábado, 9 de Janeiro de 2010

ABSCONSA

Com os sulcos do tempo nas raízes da memória

os gestos já gastos repetem-se

de uma forma automatizada.

Maquinalmente infatigável

infatigavelmente mecanizada…

Sinto-me absconsa aquando do ocaso!...

Por vezes

há o fechar os olhos!

Há o sonho

onde o coração é estrela polar…

Há a libertação

de uma existência sonâmbúlica…

Há que dissociar e abscindir!...

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 21:54
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SENTIR A COR

Fechar os olhos.

Sentir na boca

o bater de asas

de uma mariposa multicor…

Sentir o anil

espraiar-se em mim…

Teus lábios afloram os meus…

Entreabrimo-los…

A mariposa

lentamente

passeia-se por nós…

Alastra-se o anil…

Somos embalados

por uma brisa morna

e perfumada…

Por nossos corpos

alastra-se o matiz…

Irreflectidamente,

vamos desvendando

o segredo de ouro…

 

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 21:53
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UIVO DE ONDAS

No desassossego do meu dia
tento transpor as minhas nuvens
mas meu passo fatigado
tem um ululante som

tais caravelas à deriva nas ondas uivantes…

Os horizontes já enevoados

inexoravelmente cruéis…

A avidez consumista cativante dos tempos

não permite

beber os segredos

nem abrir a porta dos mistérios…

Bárbaro grito de meu ribeiro!

Barbara dança de cristal

que dorme dormente na cansada calçada.

 

 

Edite Gil

  (Registado  o IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 21:51
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CRISTALINAS LÁGRIMAS

Tagarelas lágrimas cristalinas

desabotoam um tom loquaz
tal caravela do sentimento.

Há cores anónimas

na rebuscada busca.

Não quero aprender a conjugar o verbo!

As horas contadas tiranizadas pela vida!

Perdi uma framboesa
entre ocas ideias obesas…
Quero sentir o cheiro da terra lavrada, sobre mim!...

 

Edite Gil

  (Registado  o IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 21:50
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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

SALSUGEM DO TEMPO SALGADO

Na ânsia descomedida do prolongamento

a salsugem do tempo salgado

perpetua momentos férteis de tristeza…

No crepúsculo índigo

denoto a herança empobrecida da tristeza…

Não tenho os pecados em dia!
O tempo gasta o tempo e oferta-lhe

açoites mestiços do místico tempo imprevisível…

Silhuetas quixotescas

inspiram insanidade e sofreguidão espavorida.

Eu,

exilada em meus muros de receios tamanhos
essência…

Sintaxe do ser na alquimia da infância…

Alva pomba de espuma na escuridão da insolência

onde estrelinhas choram…

Imergindo em mim emerge nada…

Já tudo é pertença da paisagem…
Até o sabor a rosas, lírios e groselha …

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 23:17
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RASGO O RASGO

Observo o céu inspirado!

Observo o verde urgente!
Observo o binómio do côncavo e o convexo.
Observo o cumular de memórias na memória.
Afogo o mar com estrelas.

Imponho o limite decretório.
Inclino outeiros e mato arribas.

Lanço versos, tais pétalas,

espezinhadas num chão enlameado…

E por fim

rasgo toda a ilusão, num desejo de unhas compridas…

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 23:15
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QUERO

Quero

a insistência incompreensível da interpretação da vida,

nas fendas da azáfama.
Quero

conhecer os som da crepitação das minhas palmas.
Quero

aromas exóticos

no fardo fadado do trilho da dor

no ângulo mais recôndito da alma

e na aragem luzidia…
Quero

que alguém pinte minha alma sem corpo.

Quero

o som racional no instinto da racionalidade.

E porque os sonhos não dormem

Quero

fazer da palavra, semente e plantar a consciência.

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

 

publicado por Edite Gil às 23:14
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PRECISÃO DE ESMO

Com precisão de esmo

a brisa morna
abranda luz da madrugada

num doce mar amargo…
Omito as rajadas de tédio

numa envolvente vertigem…
Na imprudência solitária do jardim

o rabisco de nuvem

fede sentenças

num perfume que calcina as almas.

O vento sopra rubi
a assimétrica nevasca borrasca que no tempo navega…

Vendo às trevas

o dia do quintal das infâncias.
Lavro a ironia

e procuro um sorriso nas gavetas de quimeras…

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

 

publicado por Edite Gil às 23:11
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MINHA NINA

 

 

                                                                             À minha afilhada

 

Sem pedir licença

a dualidade incandescente da memória
permite que as nuvens chorem pela alvorada

na semântica contundente do progenitor

que cede ao exílio voluntário
da areia bronzeada…
Nua e pobre a tarde de estio…

A formosura do silêncio

ofusca o subtil silvo do bosque

numa gargalhada cristalina…
A vida prima pelo moer até à extrema alvura…

A alma escurece…
O sol poente deixa-se embalar por uns braços de oiro…
A flor em botão só permite palavras soluçantes

duma água tagarela…

Só permite cultivar, no céu, a esperança do sonho
num arco-íris sem rima nem engenho…
Mas tu

és a fragrância das flores que exalam maresia

quando finda a ceifa…

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 19:25
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ÉTIMO DA MEMÓRIA

No étimo da memória

a reminiscência de sorrisos…

Declaro pobreza assumida na demência das mentes!

Traço traços, faço rabiscos, arrisco uns riscos paradoxos!
Finco os pés finos e fico

mirando o trote das árvores.

Visto-me de paisagem…
No alfobre,

nem botão nem flor seca…

Esqueci as cores da juventude

e a gravidez das estrelas…

As andorinhas engripadas não rumam para Sul!

Submirjo de beijos rubros de doçura

na cor travessa do sentimento!
Na agonia da ira do amor

quero a embriaguez de verdade!

Ordeno ao odor do crepúsculo coruscante, reluzente

a insânia insónia!

Estou tão perto de nada no dorso da calçada
presencio a canção das águas…

Afinal

só quero de volta a minha alma

e desenhar nostalgias desertas distraidamente excêntricas…

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

 

publicado por Edite Gil às 19:23
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LOBO INTERNO

Qual é o teu lobo interno?

O medo, o ódio, a ira?

Oh!

erva daninha incauta e viçosa

que viço o teu

neste muro de baluarte abandonado

abonado de abandono ao crescimento desmesurado

desmesura na falta de vida de um muro

muro hercúleo de pequenas pedras

sem fiel

sempre só fiel a si próprio

qual é o teu lobo interno?

Que sábia metamorfose

te fez perder o Norte?...

 

Edite Gil

    (Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 19:19
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

INSTÁVEL

Nesta amalgama de emoções

com que a vida nos brinda

os sonhos são ilusões

d’um sono que a noite finda

 

Vida é frieza e mentira

raiz de flor com abrolhos

é alegria, lágrima reflectida

na imensidão de uns olhos

 

Não rireis todos os risos

nem as lágrimas chorais

não vereis sois nem granizos

redes, remos ou demais

 

Mas a vida tão instável

mói-te… até seres maleável

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 00:56
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PISEI UM CESTO DE FLORES

Pisei um cesto de flores

numa veemência requintada

numa  qualquer artéria do pensamento

para perfumar a ideia

que assaltou de soslaio

as sementes da flor do sonho

um qualquer lugar sem Norte…

Quis pintar bonança num olhar ofegante…

E uma pujança ignóbil

desnuda a sobriedade

arrebata a esperança

e tece-lhes lautas exéquias…

 

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 00:55
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LANCEI OS DADOS…

Lancei os dados

num jogo oco

e …

Há que

sem pudores verbais

nem formas eufemísticas

expor as insanidades.

Vive-se num mundo sem calor

sem estações nem apeadeiros

onde a jactância de ostentar sonhos,

e desabotoar fantasias,

se faz de braços cruzados,

e é estandarte e bandeira.

Terei perdido a noção do certo e do errado?

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

 

publicado por Edite Gil às 00:53
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POALHA

Seria mais fácil cobrir a nudez

para entrar num mundo

onde prevalece o labor do erro altruísta.

A vida sacode as raízes

e questiona o apego à terra…

Ah…

A incandescência da dualidade do ser…

Mas a extrema indigência

mantêm a cadência

de uma atroz demência

sem clemência.

E não se choram todas as lágrimas…

E não se cristalizam todos os risos…

Se ao menos se pudesse abandonar a ira da dor…

Se ao menos se pudesse tornar falha a acendalha da batalha…

A rudimentaridade está lá.

É intrínseca

devoradora

voraz

e não há banho de decência que lhe valha.

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 00:51
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VIDA MUTILADA

A minha vida mutilada

não tem o brilho sonhado

de veia aberta

em rosa descarada

inconsciente e viçosa.

Mirrou de uma forma pérfida

ante o flagelo da visão

do sonho a desgrenhar-se

tal impotência de onda

assassinada pelo mar

numa qualquer praia longínqua…

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 00:45
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Domingo, 3 de Janeiro de 2010

GATAFUNHOS

Posterguei a esperança

e mirei-me com verdade!

Omiti a etiqueta,

as vírgulas e os parágrafos,

fitei meu âmago,

perscrutei meus velhos sonhos

cansados de tão sonhados

combalidos e amarfanhados…

Meus esboços e intentos

delongados pelo tempo,

pelo anseio do concreto,

minha impotência insanável,

meu viver eunuco,

eu mirei-me com verdade!

e posterguei a esperança…

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 23:22
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AMANHECER

ler teus olhos

gravar meu nome em teu coração

ficar a ferros em teu intelecto

abandonar-me a teus caprichos

tombar da ara

amar-te suavemente

tal chilrear de rouxinol

ou com a intensa fúria

de famintos cães de caça…

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 23:16
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AB SINTO

Sinto nos lábios

a palavra a embalar

o verbo a saltar

o verso que se agita.

Que grita.

Sem destino vai fugir

alguém o há-de ouvir

e talvez sentir…

E talvez entenda

o verso que é prenda

a si o prenda…

Talvez misantropo

talvez filantropo

e brinde com copo

de azul temperança

de verde esperança

de rubi ou de tinto

e eu

ab sinto…

                                 Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 11:07
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O TEMPO

Sem animosidades
afocinha-se na angústia
e cumpre-se o princípio do equilíbrio clássico
numa temática estéril e banal.
Os caminhos são agrestes e escarpados…
O vento debulha o jardim
e contribui para a poda…
Como um riacho que chora a sua melodia para a noite fora
expõe a nudez.
O Tempo
mantém oculto o florete na plumagem…
E não se consegue chorar todas as nossas lágrimas…
Utópico este mundo feito de papel reciclado…
Tenho saudades
do tempo em que me era permitido sonhar…
Tenho saudades
da minha ingenuidade
que me deixava sonhar sem barreiras ou precipícios…
Saudades de acordar na aurora com o coração alado…
De mergulhar o dedo no pote de mel…
Saudades
Saudades de ser criança…
 
                                 Edite Gil
(Registado no IGAC)
publicado por Edite Gil às 11:02
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Sábado, 2 de Janeiro de 2010

CAMPO BENFEITO

 

 
Desce-se para a aldeia.
Esquece-se o nada do tom da sociedade.
Toca-nos a macieza agreste do ar puro.
Entre a sinceridade de um sorriso
no olhar das suas gentes
e o vergar com o fardo de uma vida grisalha
invade-nos um império de sentimentos…
Abandonamo-nos, e deixamo-nos embalar…
Deixamo-nos embriagar de vida…
Espraiamos o olhar no horizonte
onde o céu e a terra se beijam,
languidamente…
Ai o paladar das cores…
Ai o chilreio canoro dos grilos…
Bailarinos galarispos ao sabor da brisa,
onde o azul é mais celeste e o verde é mais casto,
onde o céu se deixa bordar
pela renda dos cumes das montanhas…
Onde o ribeiro acorda cantando, encantando,
brincando com pedras, beijando margens,
saciando a sede por onde passa
deixando-se inebriar
pelo sussurro de um carvalho
pelo bulício da sua folhagem…
Quem sente, entende
que Campo Benfeito não se entende, sente-se!
 
 
Edite Gil
(Registado no IGAC)
 
publicado por Edite Gil às 17:12
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DESABAFO

 

Desaparecem as palavras…
As nuvens negras ameaçando tempestades…
O sentimento alvo ou negro
naufraga lentamente…
E é gritante o pingar da madrugada…
Ensurdecedora, a névoa das palavras…
A chuva de frias lágrimas
ressuscita do nada
e fustiga velozmente as vidraças de uma janela, involuntária e una…
Não se consegue ser
a força inventada em cada ser
ainda que num leito de vontade…
O sonho vai ruindo loucamente…
Lentamente…
Num desafio destilante e intangível
ao cascalho da memória…
 
 
Edite Gil
(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 17:07
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MAR DISTRAÍDO

Não quero as nuvens negras

ameaçando tempestades!...

Eu quero ser o pássaro branco,

o pássaro leve que desliza

alegre na brisa que tamborila…

Quero acender uma estrela num chão de palavras…

Quero o som da chuva

imortalizado na delonga de um verso…

Eu quero o mar distraído,
e o odor do tempo suave,

e os restos de Atlântico nos olhos…

 

Edite Gil

(Registado no IGAC)

 

publicado por Edite Gil às 17:03
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